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Braço direito de Bolsonaro propõe extinção das torcidas organizadas

A candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) continua gerando polêmica, agora no futebol brasileiro. A torcida organizada Gaviões da Fiel, do Corinthians, se manifestou contra Bolsonaro após a declaração do senador eleito por São Paulo e coordenador de campanha do presidenciável, Major Olímpio, propor a extinção das torcidas organizadas (http://ucho.info/2018/09/20/torcidas-do-corinthians-e-do-santos-fc-divulgam-nota-contra-a-candidatura-de-jair-bolsonaro/). No Atlético Paranaense, a diretoria – inimiga declarada das organizadas – fez inclusive um ato propondo apoio a Bolsonaro, já pensando nos benefícios que poderão vir ao futebol. Basta lembrar que a atual diretoria acredita que apenas a elite deva comparecer ao estádio.

O deputado federal do PSL, que ocupará a cadeira no Senado a partir de 2019, é autor do projeto de lei 1587/2015 que tramita na Câmara desde 2015. O Major foi eleito ao Senado com mais de 9 milhões de votos (25,81%) no pleito do último domingo. “Vou prosseguir com ele (projeto de extinção das organizadas). As torcidas organizadas surgiram como grupos para apoiar os times, mas se tornaram organizações criminosas que colocaram os clubes e os torcedores como reféns. Organizadas de São Paulo fizeram até campanha para não votar em mim, porque se tornaram esses antros que geram violência. São fachadas para o crime”, afirmou Major Olímpio .

Na justificativa quando criou o PL, o deputado afirmou que “a violência entre as torcidas organizadas nos estádios brasileiros e fora deles tem sido uma constante realidade em datas de eventos esportivos” e que “quando se fala sobre torcida organizada, nos remetemos de imediato às brigas, mortes, danos aos patrimônios públicos e privados, que são gerados em decorrência de confrontos entre torcidas rivais”.

Nota da Blogueira: É mais fácil para as forças policiais acabar com algo bom do que prender e punir criminosos. Dentro de uma Prefeitura existem criminosos. Mas não vamos acabar com a Prefeitura por conta de alguns criminosos. No governo, existem criminosos. Não escuto propostas de acabar com o governo e implementar a anarquia no Brasil. O mesmo quando se fala em Presidência da República. Acabar com uma instituição não reduz o crime. O que reduz o crime é criar mecanismos eficientes de punição. Mas isso dá muito mais trabalho…

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About Luciana Pombo

Jornalista, teóloga, professora, amante do futebol, da poesia, da política, das coisas da vida! Com diversas premiações e moções parlamentares. Entre as principais premiações: Escritores da Liberdade, Top Master Estadual em Jornalismo, Fera Honorária (pela luta em prol da repressão ao uso de drogas e prevenção), Amiga da Criança, Dia do Radialista expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Dia da Mulher expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Diploma de Mérito Social.
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