Bolsonaro já foi preso e expulso do Exército por plano terrorista

Parece brincadeira, pegadinha ou algo parecido. Mas não é. Dentre os candidatos à presidência da República o mais polêmico é Jair Bolsonaro (PSL), isso o Brasil inteiro sabe, mesmo no primeiro turno. Na barulhenta cobertura da mídia sobre as declarações racistas, homofóbicas e de discursos de apologia ao ódio e a violência, eis que surge mais uma informação: Jair Bolsonaro foi preso em 1987 após revelar à Revista Veja que tentou planejar a explosão de Quartéis e da Adutora de Guandu; e, por isso, teria sido expulso do Exército Brasileiro. Toda ação teria sido arquitetada porque Bolsonaro estava insatisfeito com o seu salário e o Exército não havia dado reajuste salarial, devido à crise econômica que vivia. E agora ele pensa em cortar direitos dos trabalhadores? Faz-me rir…

O Exército Brasileiro descobriu o plano após uma investigação interna conduzida com base em um artigo e uma reportagem publicados pela Revista Veja. O artigo escrito pelo próprio Bolsonaro foi publicado em 1986 e nele o capitão reclamava que o salário estava baixo. Já a reportagem veiculada em 1987, revela que ele elaborou um plano que previa a explosão de bombas em quartéis e outros locais estratégicos no Rio de Janeiro. A Estação de Abastecimento de Água de Guandu abastece cerca de 80% da população do Rio de Janeiro. A ação terrorista além de deixar a cidade sem água iria causar uma grande guerra civil na cidade.

A Reportagem da Veja chegou a reproduzir os croquis feitos à mão pelo próprio Bolsonaro que mostrava a adutora de Guandu, que abastece o Rio de Janeiro, e o rabisco de uma carga de dinamite detonável por intermédio de um mecanismo elétrico instalado num relógio. A reportagem também desmentiu afirmação de Bolsonaro de que não conhecia a repórter Cássia Maria, autora dos textos, ao relatar dois encontros da jornalista na casa do capitão, onde teria conversado com ele, na presença de testemunhas.

E agora?

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