Beto Richa tenta, mas não escapa de ação penal da Operação Rádio Patrulha

O juiz Fernando Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, decidiu que não irá deixar a condução da ação penal derivada da Operação Rádio Patrulha – mesmo após pedido de suspeição feito pela defesa do ex-governador Beto Richa (PSDB), um dos réus do processo. “A alegação de suspeição em face deste magistrado não prospera por falta de suporte fático e legal, mostrando-se apenas uma estratégia da defesa do réu Carlos Alberto Richa para protelar o feito e respaldar eventual arguição de nulidade. Não há nenhuma conduta deste magistrado que demostre algum viés político, sendo que a irresignação da defesa com o teor de decisões judiciais não é apta a fundamentar exceção de suspeição”, concluiu Fischer.

Uma das contestações da defesa é o fato do juiz ter permitido o acesso da imprensa ao processo que gerou a prisão do tucano, em setembro do ano passado, quando ele estava na condição de candidato ao Senado. Fisher, como eu também sempre falo no meu blog, é contra o sigilo. “A regra é a publicidade dos atos processuais. Há séculos superamos a ideia inquisitiva de processos secretos”, ponderou brilhantemente.

Histórico – A Operação Rádio Patrulha apura direcionamento da licitação do programa Patrulha do Campo e desvio de dinheiro a partir dos contratos firmados pelo governo do Paraná com três empresas. O programa consistia basicamente no aluguel de maquinários das empresas, para utilizá-los em melhorias de estradas rurais. Para o Ministério Público, Beto Richa era o principal beneficiário do esquema de corrupção.

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