Beto Richa quer seus pertences apreendidos pela Polícia

Os advogados do ex-governador Beto Richa (PSDB) protocolaram um pedido para a devolução de objetos pessoais que foram apreendidos em ações policiais. Entre estes objetos estariam canetas, relógios, abotoaduras e óculos de sol. De acordo com os advogados do ex-governador, os objetos devem ser devolvidos “em razão da ausência de previsão legal para apreensão e manutenção de bens pessoais” e porque não há “pertinência dos bens apreendidos para fins de elucidação dos crimes investigados”.

Os objetos foram apreendidos no dia 19 de março, quando Beto foi preso por suposto desvio de aproximadamente R$ 20 milhões na Educação. O ex-governador foi solto no dia 4 de abril, após uma decisão do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. No dia 10, o Ministério Público (MP) pediu que todos os objetos apreendidos fossem avaliados e leiloados como garantia de ressarcimento de parte dos valores aos cofres públicos.

Estão em discussão os seguintes objetos: 12 óculos de sol de marcas como Prada, Dolce & Gabbana, Ray Ban, Dior, e Mormaii; 14 pares de abotoaduras de marcas como Mont Blanc, Bvlgari e um prendedor de gravatas; 21 canetas de marcas como Crown, Mont Blanc, Harley Davidson, Porsche, Cartier, Waterman e Parker; seis relógios de marcas como Cartier, Carrera, Richard Mille, e Zodiac; um cinto da marca Mont Blanc; três correntes, uma pulseira e um anel de marcas não identificadas pela polícia.

Quadro Negro – A Operação Quadro Negro investiga desvios de mais de R$ 20 milhões de obras de construção e reformas de escolas públicas, entre 2012 e 2015. De acordo com o MP, Beto Richa é o chefe da organização criminosa e o principal beneficiado do esquema de propinas pagas pelas empresas responsáveis pela execução de obras nas escolas estaduais.

Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

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