Beto Richa é preso pela terceira vez

O ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), foi preso hoje pela terceira vez. A primeira foi durante o período eleitoral, no ano passado. Também foram presos o ex-secretário especial de Cerimonial e Relações Exteriores do Paraná, Ezequias Moreira e o empresário Jorge Atherino, que seria o operador financeiro de Beto Richa. A prisão foi feita pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do ex-governador e também em imóveis da família de Beto Richa em Caiobá (Matinhos) e Porto Belo (SC).

O motivo da prisão agora é a Quadro Negro – que apura o desvio de mais de R$ 20 milhões de obras de escolas públicas do Estado. Até agora, Beto não havia sido incriminado no Quadro Negro – apesar de parecer absurdo que ele não tivesse conhecimento dos desvios. Segundo o Ministério Público (MP), as fraudes foram cometidas em aditivos de obras fechadas com a Construtora Valor, autorizados pela administração pública. O dono da Valor, Eduardo Lopes de Souza, e o ex-diretor da Secretaria de Educação, Maurício Fanini, afirmaram que os aditivos foram desnecessários e fraudulentos.

A prisão do ex-governador é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. A intenção é evitar que as testemunhas sejam coagidas no transcorrer do processo. Beto também é investigado nas investigações da Operação Integração (propina para empresas de pedágio) e Operação Rádio Patrulha (desvios no programa Patrulha do Campo). Beto Richa havia sido preso pela última vez no dia 25 de janeiro dentro da 58ª fase da Operação Lava Jato. Ele foi solto uma semana depois por decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha.

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