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Atlético é engolido pelo América-MG

É lamentável! Por mais que eu tente me calar, é só ver as escalações do treinador Fernando Diniz e ter a ciência do resultado da partida entre o América-MG e o Atlético-PR. Por algum motivo sobrenatural, não temos zagueiro escalado. Insistimos em Thiago Heleno e em Zé Ivaldo e deixamos de fazer contratações que possam nos dar um alento pela falta de Paulo André.

Não temos meio-campo. Escalamos sete volantes e achamos que isso poderá nos dar criatividade e chances de gol. Entregamos de bandeja nosso melhor jogador (Sidicley) para o Corinthians e pegamos mais um volante: Camacho – que não apenas tem feito absolutamente nada além de defesas como também não tem uma jogada de criatividade e definição.

Temos um único jogador que define, Tiago Carleto, e ainda tiramos o atleta no segundo tempo e abrimos o campo para que o América não apenas virasse a partida, mas ampliasse o marcador nos fazendo perder pelo vergonhoso placar de 3 a 1. Estamos acumulando derrotas e empates e ainda temos os que usam o discurso de técnica moderna para o “estilo” de jogar do nosso amado Furacão.

E a diretoria? Dormita. Finge que nada vê e não faz mudanças. Permanecemos com o estilo de toques – completamente batido – e perdemos para o time que tem o estilo mais parecido de jogar com o nosso: o América. Com o agravante de que o time mineiro é recém-chegado da Série B e ainda é capaz de nos dar um baile de raça e de técnica.

Os atacantes fazem qualquer coisa diferente de gols. O Pablo tem raça e vontade, mas quem falou para o Nikão e para o Guilherme que eles são atacantes. Poderiam estar tentando criar no meio campo e dando a possibilidade de gols para os que são atacantes de ofício.

O estilo deu errado. E não preciso ser treinadora de futebol para ver e analisar a situação crítica em que o Atlético está na tabela de classificação do Brasileirão. E era um dos times cotados pelos comentaristas esportivos para ser um dos favoritos nessa competição. Claro, pelos comentaristas. Quem estava vendo de camarote as decepções, já esperava o fracasso…

… isso sem contar o gol. Sempre no Furacão os meus ídolos eram goleiros. Pois bem. A torcida queimou o nosso ídolo maior, Wewerton, e tem que amargar decepções com frangos impensáveis do Santos e do Felipe Alves. É uma geração que está vendo calada tantos desacertos com medo de cobrar e ser colocada – novamente – para fora do campo, tendo que torcer em telões improvisados na Praça do Atlético.

A situação é vexatória. Ou crescemos e temos a dignidade de sermos Grandes, como nos prometeram, ou seremos sempre taxados como times pequenos, disputando a intermediária da tabela e torcendo para não cair…

A hora da mudança é agora. Ou a torcida se une e cobra, ou deixará os estádios vazios e sem graça…

E o resto? É poeira!

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About Luciana Pombo

Jornalista, teóloga, professora, amante do futebol, da poesia, da política, das coisas da vida! Com diversas premiações e moções parlamentares. Entre as principais premiações: Escritores da Liberdade, Top Master Estadual em Jornalismo, Fera Honorária (pela luta em prol da repressão ao uso de drogas e prevenção), Amiga da Criança, Dia do Radialista expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Dia da Mulher expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Diploma de Mérito Social.
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