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Ameaçado, Borelli é transferido da PF

A Polícia Federal (PF) em Brasília transferiu ontem, sigilosamente, o assaltante Marcelo Borelli, acusado de ser um dos maiores líderes de quadrilhas de assaltos a carros-fortes no País, para uma cela isolada da Coordenação de Polícia Especializada do Departamento de Polícia Civil do Distrito Federal. A informação foi confirmada pelo delegado Rômulo Berredo, da PF. Ele justificou a remoção como sendo uma necessidade para garantir a segurança pessoal de Borelli.

De acordo com o delegado, Borelli estava sendo ameaçado pelos presos depois da divulgação pela imprensa da fita contendo cenas de tortura contra uma menina de três anos. ‘‘Os presos já estavam ameaçando e fazendo gracinhas. Não tínhamos como mantê-lo numa cela especial’’, justificou o delegado. A cadeia da PF tem capacidade para 24 presos, mas tem atualmente 42. ‘‘Ele virou alvo’’, completou.
Até o final da tarde de ontem, Berredo não havia recebido qualquer pedido formal da Justiça de São José dos Pinhais para a transferência de assaltante. ‘‘Ele responde por uma série de assaltos em vários municípios brasileiros’’, disse o delegado, lembrando que, em Brasília, Borelli é o principal suspeito do assalto a um avião da Vasp, em julho, com o roubo de 61 quilos de ouro.

A PF do Paraná investiga a suposta participação de Borelli no sequestro do Boeing 737-200 da Vasp, em agosto, quando cinco assaltantes roubaram R$ 5 milhões de malote do Banco do Brasil. Borelli também está na mira da Justiça em Londrina e Cornélio Procópio por causa de assaltos a carros-fortes em Miraselva, Londrina e Campo Mourão ocorridos desde 1997.

Em Curitiba, as presas Zenice Pires (mãe da menina torturada), Maria Ilda de Carvalho e Maria Cristina Pereira Marques estão em celas isoladas na PF. ‘‘Elas não correm risco de vida’’, afirmou Luiz Melzer, delegado superintendente da Polícia Federal no Paraná. As três tiveram prisão temporária decretada pela Justiça até que sejam investigadas suas participações nos crimes de tortura e cárcere privado.

A menina de três anos está em casa de mães voluntárias até que se defina sua situação. Ela está recebendo atendimento médico e psicológico. O psiquiatra Salmo Zugman disse que se, não tiver um bom tratamento, a tendência é de que a agressão que sofreu tenha consequências desastrosas, como a quebra da confiança nos adultos, isolamento e sentimento de culpa.

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About Luciana Pombo

Jornalista, teóloga, professora, amante do futebol, da poesia, da política, das coisas da vida! Com diversas premiações e moções parlamentares. Entre as principais premiações: Escritores da Liberdade, Top Master Estadual em Jornalismo, Fera Honorária (pela luta em prol da repressão ao uso de drogas e prevenção), Amiga da Criança, Dia do Radialista expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Dia da Mulher expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Diploma de Mérito Social.
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