Bibinho em maus lençóis

O fato de ficar calado e não entrar para delação premiada, fez com que o ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa, Abib Mighel, o “Bibinho”, fosse condenado a cumprir 255 anos e seis meses de prisão e o pagamento de multa de cerca de R$ 1,5 milhão por lavagem de dinheiro. Bibinho – que está preso em Curitiba – foi acusado pelo Ministério Público (MP) estadual de comandar um esquema de desvio de dinheiro do Legislativo, através da contratação de funcionários “fantasmas”. O caso foi primeiramente denunciado aqui, neste blog. Um ano depois, ganhou as páginas da Gazeta do Povo e matérias na RPC com a série “Diários Secretos”.

São 59 atos de lavagem de dinheiro ocorridos de 2000 a 2010 e realizados por organização criminosa comandada pelo ex-diretor, segundo o Ministério Público. Dos 11 denunciados, outros sete foram condenados, dois foram absolvidos e um morreu durante o processo. As penas de todos os réus, somadas, passam de 637 anos. Os oito condenados também estão proibidos de exercer cargo ou função pública.

A sentença decretou ainda o ressarcimento dos prejuízos ao erário e a perda de bens do ex-diretor-geral, de suas empresas e de terceiros envolvidos nos fatos. Foi decretada a perda de 114 imóveis, 70 veículos, maquinários e valores em dinheiro. Todos sabem que muito mais pessoas estavam envolvidas, mas Bibinho deixou que tudo caísse sobre suas costas como se tivesse orquestrado todo o esquema na Assembleia Legislativa.

O esquema era de contratação de funcionários que nem trabalhavam na Assembleia. Alguns não tinham ideia de que estavam com o nome sendo usado neste esquema. O dinheiro iria para conta dos envolvidos.

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